

O dia 18 de maio é comemorado por profissionais, usuários, familiares e militantes da área de saúde mental, desde 1987, quando um grupo de profissionais de saúde lançou um movimento nacional centralizado em Bauru (SP), com o lema "Por uma sociedade sem manicômios". O movimento luta pelo cumprimento da Lei 10.216 de 2001, que normatiza a Reforma Psiquiátrica. Em síntese, a reforma representa a implantação de uma rede de serviços substitutivos aos manicômios.
Em Salvador, durante toda a semana, atividades esportivas, mostras de vídeo, palestras e debates homenagearam a data. Entre as atividades, o destaque foi uma sessão especial na câmara municipal com a participação do secretário municipal de Saúde, José Carlos Brito, e o presidente da Associação Psiquiátrica da Bahia, Bernardo Assis.
Segundo a vereadora Aladilce de Souza, da comissão se Saúde da Câmara Municipal, a situação de implantação da reforma psiquiátrica no Estado está entre as piores do País. Segundo ela, que promove há quatro anos a sessão temática sobre o assunto, a homenagem tem entre seus objetivos manter a chamada luta antimanicomial acesa. "A proposta da luta é mudar também o estigma da loucura e dar o suporte à família, por meio dos Centros de Atenção Psicossocial - Caps", diz.
Ela conta que a sessão serviu também para tornar públicas as deficiências do setor, além da reivindicação do passe livre no sistema de transporte público para pacientes com transtorno mental. "O plenário estava cheio, muitos pacientes, estudantes da área de saúde mental e profissionais. Foi muito rica rico de depoimentos de pacientes e familiares. Mas tivemos muitas queixas relacionadas à falta de medicamento nos centros", revela.
A substituição pregada pela luta antimanicomial é representada principalmente pelos Caps, onde os pacientes – encaminhados pela rede de saúde do município ou de demanda espontânea - não ficam internados, mantendo o vínculo com a família e a sociedade. Lá, são acompanhados por equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos, oficineiros e, em alguns casos, pedagogos e recreadores.
Fonte: A TARDE ONLINE